domingo, 9 de junho de 2013

Restaurante- Cais da Pedra

Monstro das Bolachas

Manguinhas: "Pois, para ires comigo a um Mc Donalds tá quieto, para ires comer hambúrgueres ao
restaurante do Sá Pessoa já vais, sabes muito tu!"
Eu: " Mas é totalmente diferente! Não tem nada a ver!"
Manguinhas: "Eu sei, por acaso gostava de experimentar"-Disse ela.
" Leva-me lá!" foi o que eu ouvi :D!


É verdade, eu que nunca como hambúrgueres abri uma excepção e fui experimentar o novo restaurante de Henrique Sá Pessoa, Cais da Pedra em Sta. Apolónia com um amigo meu.

Situado ao lado da pizzaria Casanova, nasceu este restaurante. O espaço é semelhante aos outros em redor, um armazém amplo e alto, com as mesas de pedra e a simplicidade do espaço a darem um ar de leveza e descontracção. Com uma cozinha envidraçada é possível ver tudo o que se passa lá dentro, algo que é sempre bom! Melhor ainda é a esplanada, ampla e com uma vista soberba do rio, se não tiverem um cruzeiro atracado á frente claro. Mesmo com bastantes lugares convém reservar ( só o fazem aos jantares) pois enche depressa e é o melhor sitio para se estar com um belo fim de tarde.
Couvert 1,80€pp.

 Na entrada somos recebidos por uma empregada que nos indicou o lugar, e sentados na esplanada lá começámos o que será a 1ª de muitas jantaradas bem passadas.O serviço é atencioso e profissional sem ser demasiado rígido, faz-nos sentir á vontade e descontraídos, algo que é sempre bom e que convida a voltar. 

Seguio-se o couvert (1,80€ pp), composto por azeitonas Kalamata marinadas, pão de Mafra, azeite com balsâmico e croquetes caseiros. Tudo bom mas nada que já não se conheça, pena mesmo foi os croquetes de carne que estavam frios e moles.

Folhado queijo de cabra e compota de cebola roxa, 8.50€.
Passando para as entradas existem umas 4 ou 5 tirando saladas, o que até é bom mas uma vista de olhos fez-me escolher o Folhado de queijo de cabra com compota de cebola roxa, salada de rúcula com framboesas, pêra e pinhão (8,50€) e para o meu amigo Croquetes de carne com Mostarda (3.60€). Folhado  estava bastante bom, o sabor intenso do queijo bem equilibrado com o doce da cebola, crocantes e dourados eram bastante apelativos e muito bem servidos como podem ver. A salada de rúcula servia bem para cortar a intensidade e as frutas davam o equilíbrio e a frescura que faltava para completar o conjunto. 
Os Croquetes de carne com Mostarda, estavam na opinião de ambos bons, semelhantes se não iguais aos do couvert, só diferenciavam no tamanho e no acompanhamento.
Spicy, Guacamole, Relish de tomate picante e Cheddar 12€.

Cais da Pedra, queijo da Ilha, compota de Cherry e manjericão 12€.
Lá avançá-mos para os hambúrgueres. Com cerca de 15, se não me falha a memória todos entre os 10€ e os 13 € e existem opções para todos, desde Frango a Salmão passando por um de Grão dificil é escolher, ainda para mais porque alguns  são servidos em Bolos do Caco de Alfarroba
A escolha: Spicy- carne de vaca, Guacamole, Cheddar e relish de tomate picante (12€) para mim e um Cais da Pedra- carne de vaca, queijo da Ilha, compota de tomate Cherry e manjericão (12€) para ele. 
Os hambúrgueres são servidos com batata frita caseira mas podem optar por trocar sem custos extra, têm ao dispor 5 ou 6. Optámos por Batata Doce assada com Mel e ervas e pelas Baked potatoes com Sour cream e bacon.

Não vos sei dizer o que estava melhor, os hambúrgueres ou as guarnições! O que é certo é que estava tudo delicioso, quantidades generosas, sabores bem vincados e trabalhados. ambos os pratos estavam muito bem feitos e equilibrados, com a carne no ponto desejado, com a excepção de alguns bocados de cartilagem e gordura a mais que apanhei...Algo que pouca importância tem quando tudo o resto está no ponto. Batata Doce assada com Mel e ervas e a Baked Potato eram sem dúvida o acompanhamento ideal, também em quantidade generosas e igualmente bem executadas!
Crumble de Framboesa e Maçã 4.50€.

Já bem cheios pedimos sobremesa! Existem  5 a 6 opções, eu optei pelo Crumble de Maçã e Framboesas (4.50€), já ele foi para o Cheesecake NY Style (5.50€). Chegadas á mesa foi a loucura das crianças quando provámos. O meu Crumble foi servido quente com uma quenelle de Baunilha e numa quantidade mesmo certa para a minha ânsia de açúcar pós-refeição fora, bastante! Ácido q.b, o contraste de texturas, temperaturas e sabores estavam muito bem conseguidas se bem que na minha opinião podia ter um pouco mais de maçã, mas mesmo assim, só pelo Crumble eu voltava lá! 

Cheesecake NY Style 5.50€.
O Cheesecake NY Style ,ou seja sem base de bolacha, estava como seria de esperar, muito bom! Bem executado com um sabor delicioso e mais importante, DENSO! Porque era feito como devem de ser sempre, mais queijo e menos de tudo o resto que põe para baixar o custo! Com um travo a limão e mais uma vez bem servido, foi o final de refeição perfeito, com as luzes da margem sul a completar a refeição.


E assim foi, por 55.60€ com bebidas e couvert fizemos a festa e lá descobri um sitio para comer hambúrgueres de vez em quando. Não é o mais barato é certo, mas podem facilmente ficar com a conta pelos 20€ pp se assim quiserem e saem bem tratados á mesma. Com um bom serviço de sala, uma esplanada de fazer inveja e uma carta apelativa, Cais, não da Pedra, mas da boa memória que pelo menos eu daqui levei.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

A importância de ser criança...

Monstro das Bolachas

Depois da nossa grande e hilariante busca pela Baixa atrás de doces, cortesia da Manguinhas eis que os meus doces vêm ter até mim. No passado dia 1 de Junho, o dia em que posso ser eu livremente sem acharem estranho a minha alegria sem razão aparente, deparei-me com uma surpresa inesperada e nostálgica.

OBSERVEM, o poderoso e mítico Bollycao oferecido pela Manguinhas! Algo que não comia á 15 anos,
devido á minha alergia dermatológica causada pelo abuso em criança! Bons tempo em que Chocapic era comido com leite achocolatado e com bolachas Chipmix á mistura. Uma decadência que me valeu uma aversão! Mas excusado será dizer que comi todo feliz e contente e pouca coisa me soube melhor nos últimos tempos ou teve mais valor!

Contudo, pequenos momentos como uma simples lembrança de quando eramos mais novos é quanto basta para pararmos um pouco e pensar se temos mesmo de nos preocupar com tudo o que se passa á nossa volta, e por vezes, desligarmo-nos e apreciar coisas boas e simples, como um simples Bollycao, recordar momentos em que as preocupações se resumiam a acordar cedo para ver os desenhos animados, ou escolher que bolachas de chocolate comer até desaparecerem! 

Relaxem um pouco e aproveitem a vida, pois nesta viagem só há bilhete de ida...

quinta-feira, 9 de maio de 2013

A volta ao mundo em 180 cafés...


Manguinhas

Pois que fomos jantar ao "Sea Me"... Por sinal muito caro para o que se come, na minha modesta opinião. No final, não querendo comer ali sobremesa, decidimos ir comer um docinho a outro lado... qual? Ora vejam:

Ele: então onde vamos?
Ela: Não sei, apetecia-me experimentar um gelado do Santini... 
Ele: Ok

(Após entrar no Santini)

Ela: Oh não vejo nada de jeito, apetece-me qualquer coisa quente e com chocolate... O gelado é bom mas é para um dia de calor e à tarde...
Ele: Então podemos ir ao Fábulas ver se há algo que te agrade...

(Após entrar no Fábulas)

Ela: Oh não têm nada de jeito... Vamos à Eric Kayser... apetece-me assim um bolinho de chocolate...
Ele. Ok

(Após entra na Eric Kayser)

Ela: Oh podíamos ir ao Music Burguer comer um Petit Gateau...
Ele: Vamos então, mas o Hard Rock tem o Apple Cobler que também é bom e quente...
Ela: Não, apetece-me chocolate...Vamos ao Music Burguer!

(Com o espírito de "é aqui ou vamos para casa" lá entramos no Music Burguer)

Ele: Queria um Apple Pie
Ela: Para mim também pff
Ele: Então não querias o Petit Gateau?
Ela: Oh para estar a comer chocolate a esta hora... é melhor a tarde de maçã...

(No final)

Ele: Então que achas-te?
Ela: Nada de jeito, a tarte saberia melhor se fosse quente...
Ele: ...............................................................................................................


(Desde já agradeço ao Monstro toda a paciência demonstrada neste "pequeno" roteiro e nos restantes momentos que têm contribuído para que não tenha disponibilidade para aqui passar nestes últimos tempos)



quinta-feira, 25 de abril de 2013

Evento- Lisboa á Prova 2013, Sábado.

Monstro das Bolachas

O que é que um Chef de cozinha de baixa (mais psicológica do que física) e um Cozinheiro recém "liberto de vínculo contractual com a sua antiga entidade patronal" fazem quando lêm, Lisboa á prova?

Exacto, arranjam convites de quem conhecem que esteja lá dentro, entram pela porta da frente, esperam mais uns 3 minutos que o Chef que conhece-mos volte com senhas de degustação e dá-se inicio ao que viria a ser uma noite de riso, contactos profissionais e muita conversa de fazer doer a alma com tamanha idiotice que paira sobre o antigo restaurante onde trabalhei, na companhia do meu Chef e agora grande amigo!

O evento era pequeno, apenas 9 dos 76 restaurantes estão presentes em cada dia, tendo em conta que são 2 dias, a mostra é diminuta, contudo, a oferta é vasta, pois cada restaurante tinha cerca de 5 a 7 especialidades,tendo apenas que escolher quais experimentar. Os presentes neste sábado eram: Os Tibetanos, Can the Can, The Decadent, A Travessa, Psi, Adega Victor Horta, Restaurante Laurentina, Travessa Do Fado e Chão de Pedra.


O espaço físico não era o melhor, pouco espaço para demasiada gente, pouca ventilação e uma acústica infernal, juntando falta de caixotes do lixo e bancos para nos sentar-mos a comer, estava montada a festa :D. Seguio-se a ronda de degustações, entre muito riso, uma procura incessante de um lugar para nos sentar-mos e um constante equilibrio de pratos e copinhos nas mãos.


Degustação The Decadent.

Para começar fomos aos nossos conhecidos e amigos, The Decadent, com o Chef Lima presente a explicar o que iamos comer. Neste caso foi Shot de Agrião e Nata azeda, Ceviche de Pampo e para finalizar, Mousse de Limão e Suspiro. Bom, fresco e simples, as 3 palavras que definem o restaurante.



Degustação Restaurante Vegetariano Psi.
Seguiu-se o Restaurante Vegetariano Psi, do qual já tinha ouvido falar. Servem comida vegetariana com recurso ao Tofu, Seitan entre outros. O menu era composto por Lassi de Água de Rosas, Bebida de Amêndoas, Seitan estufado com legumes e Arroz de cenoura, Chamussa de Seitan e um tipo de pão recheado que não me recordo do nome, mas estava muito bom, bem como tudo o resto, especialmente a Chamussa, crocante e bem recheada o sabor era forte e robusto, dando grande luta face ás feitas com carne. O Lassi de Água de Rosas estava suave e sedoso, fresco e nada enjoativo, algo difícil de fazer quando se trabalha com este produto tão versátil. Sem dúvida um restaurante a experimentar.
A mesa de Os Tibetanos
Depois experimentei o que viria a ser o ponto alto da noite, e o espaço ao qual voltei 3 vezes, algo que o senhor que me servia achava estranho, mal sabia ele como eu arranjava as senhas... Motivo de tamanha barrigada de comida foi o restaurante Os Tibetanos um espaço que tenho de visitar num futuro bastante próximo. O menu era composto por várias especialidades e eu experimentei todas, contudo a que mais gostei foi a que vêm na foto.
Uma das degustações de  Os Tibetanos.
Chapaklé, (Pastel tibetano recheado com seitan e legumes), Momo de espinafre e queijo,Shaptra (Seitan salteado, rebentos de soja e alho francês acompanhado com Ting Momo, pão Tibetano sem fermento.). Á excepção do pão, estava tudo MUITO BOM! Texturas perfeitas, sabores que eram uma autêntica descoberta a cada dentada, perfeitamente executados. O Momo foi a peça da noite, com uma massa suave e al dente, o seu recheio estava uma coisa do outro Mundo. Sem dúvida, tenho de ir a este lugar. Mas ainda tinham sobremesa, que essas também foram as melhores da noite,  a Tarte de Papaia e Requeijão e a Tarte Dolma com Chocolate Belga e Castanha! Uma palavra para descrever? Extremamente bom, delicioso, a repetir até cair!
Mesa de Adega Vitor Horta.
 
De seguida, Adega Victor Horta. Um restaurante que não conhecia, que se revelou uma grande surpresa, com pratos muito bem executados, saborosos e criativos, um espaço a ter debaixo de olho e a visitar. Com pratos bem conseguidos e apresentados destaco Cabrito em forno de Lenha e Puré de Castanha e Frando do campo Recheado com Maçã e molho de frutos Silvestres da parte de salgado e o Pudim d'Adega,que estava muito bom também, denso e de sabor rico, só foi pena não haver mais quando lá passei pela 2ª vez :D.
Degustação Adega Victor Horta.
 
A minha degustação era composta por Cabrito em forno de lenha e puré de Castanha, Frango do campo com maçã e molho de frutos silvestres e para finalizar Mousse de Figo com geleia de Uva. Tudo brilhante! Bons sabores, quantidades mais do que suficientes! O Cabrito e o puré estavam muito bem feitos, com a carne tenra e saborosa, o puré intenso e rico que espastava na boca! O recheio do frango estava muito bom, com pedaços crocantes de cebola frita pelo meio e a maçã a cortar o intenso sabor a carne, era tudo finalizado pela harmonia que o molho trazia ao prato! A Mousse de Figo foi uma surpresa, nunca tinha experimentado, mas fui surpreendido. Doce q.b, o sabor do figo e a sua cremosidade estavam bem balanceadas com a geleia de Uva, tornando-se fresco e leve. Um lugar a seguir com atenção!
Degustação Restaurante Laurentina.
 
Seguiu-se o Restaurante Laurentina , que foi o que menos gostei. A minha degustação era composta por Arroz de Café com Alcatra, cebola caramelizada e redução de Porto, Folhado de Galinha e Mini Pudim com frutos vermelhos e Chocolate branco. O arroz não sabia nada a café, e a única coisa que salvou o prato foi a cebola caramelizada e a redução, pois a carne já tinha passado muito do ponto, visto que estava ali á algum tempo, e o mesmo com o arroz, que ficou seco. O  Folhado de Galinha, estava saboroso e bem recheado, estava também frio e por isso colado á base do recepiente onde estava, exigindo alguma imaginação para o tirar sem espalhar tudo :D. A sobremesa não estava nada de especial, era doce, é tudo o que me recordo.
 
 
Entretanto o Can the Can foi embora, não sei explicar porquê, e não provei os restaurantes Travessa do Fado, A Travessa e o Chão de Pedra pois os seus menus não me despertaram interesse. Foi um Sábado bem passado, com muitas surpresas. Com muita pena minha não fui ao evento no Domingo, mas para o ano lá estarei eu outra vez, e daqui as 5 anos, será o MEU restaurante que estará no Lisboa á Prova, com 3 Garfos :D. Digo eu...
 
Pela altura que lêm isto já tenho novamente um "Vínculo contractual" com outro restaurante, de cozinha tradicional Portuguesa, conhecimento que vou agora começar a aprofundar e aprender com uma das melhores profissionais do ramo. Tenho contudo algum receio visto que a minha cozinha é mais elaborada a nivel de empratamento e métodos de confecção, tenho medo de não me sentir bem ou integrar neste novo projecto, mas o tempo o dirá! O meu antigo Chef já não está de baixa, física pelo menos, a psicológica está sempre com ele! 

domingo, 21 de abril de 2013

Restaurante- Fenícios Rua Castilho

Monstro das Bolachas


Em jeito de celebração do aniversário da Manguinhas , fomos ao novo Fenícios,, na rua Castilho. Apesar da Carta e da simpatia dos empregados  serem  iguais ao do 1º restaurante na Rua do Conde Redondo, o espaço é totalmente diferente.



Situado num 7º andar, tem uma vista soberba da Colina do Castelo, Terreiro do Paço e do Rio Tejo. Dispõe de uma varanda onde podem jantar ao mesmo tempo que aproveitam o pôr do Sol e da magnífica vista da cidade, sem dúvida que se juntou o melhor de 2 Mundos, a gastronomia e a paisagem estupenda. Visto que a sala em si é bastante vulgar, a vista teria de compensar. O Fenícios Castilho só funciona ao jantar, ao almoço é o restaurante Varanda da União, servindo comida Portuguesa, algo que me faz confusão, existirem 2 conceitos tão díspares no mesmo espaço, mas desde que a comida seja boa é o que me interessa!

Fomos recebidos pelo empregado de sala e pelo gerente, um dos filhos da família El Dib, donos do Fenícios. A simpatia é imediata e sentimo-nos entre amigos. Tanto que me fiquei á conversa com o gerente, acerca das especiarias utilizadas na gastronomia libanesa, as mesmas que me deu a provar e que não se encontram em mais lado nenhum, sendo elas o Sumagre e o Za’atar, ambas importadas especificamente para eles.
Demos inícios á nossa viagem gastronómica com a Mezze Fenícia a 22,50€,  pequenas especialidades para partilhar, neste caso 8 pequenos pratinhos. O que vinha nos mesmos podem ver aqui, pois os nomes e as descrições são bastante extensas. O preço é justo e até acessível, visto que 2 pessoas podem ficar satisfeitas só com isto (obviamente que não é o nosso caso), e a possibilidade de experimentar tantas coisas de uma só vez, faz com que valha a pena.  Acompanhado do pão tradicional libanês desapareceram num instante.
Mezze Fenícia 22,50€.
Apesar de TUDO estar delicioso, o destaque vai sem dúvida para os Falafel (pequenos pastéis de grão, coentros, sésamo e especiarias), Warak Énab (folhas de videira recheadas com arroz, tomate, salsa e limão em azeite) e para o Hoummos (pasta de grão, sésamo, limão e azeite). Absolutamente perfeitos, sabores harmoniosos e bem vincados, executados certamente com mestria e amor pela arte da cozinha libanesa. Terminada a Mezze, o gerente perguntou: “Então, satisfeitos?” Ao que respondemos: “Claro,vamos agora ao prato principal! Sabe que os magros enganam?!”Escolhemos o Kibbe Labaniyeh a 9,90€, para partilhar, algo que se costuma fazer quando pedem as Mezze, pois já vão meio jantados para o prato principal!  
Kibbe Labaniyeh 9,90€.
O prato era composto por 3 Kibbe, arroz Árabe com amêndoas e passas e molho de Iogurte com hortelã. O Kibbe é um pastel de carne moída, com várias especiarias e legumes estufados, que é depois moldado como vêm na foto, neste caso foram fritos na base e cozidos a vapor no topo. O contraste da textura crocante da base e pastosa do resto do pastel era uma agradável surpresa, bastante aromáticos, estavam extremamente bons e suculentos! Com um equilíbrio de sabores estupendo, fazia-nos voltar para tirar mais e mais, só era pena serem 3 :D! O arroz estava bom, soltinho e bem aromatizado, fazia uma boa conjugação com os Kibbe e com o molho, molho esse que dava uma nota ácida ao prato, fazendo mais uma vez um equilíbrio harmonioso no seu todo.
 
Baklawa a 3,50€.
De sobremesa, 2 Mouhallabie, Pudim de Flôr de Laranjeira e água de Rosas, a 2,95€. Delicioso e viciante, tal como nos lembrava-mos, esta é a sobremesa que TÊM de pedir! Sedosa, doce q.b e com um aroma fora do nosso palato Ocidental, é garantido que não encontram nada assim em mais sitio nenhum. Pedi também para experimentar a Baklawa (3,50€), que neste caso é uma mistura de 3 pequenos pastéis com frutos secos em massa filó. Não estavam nada digno de nota especial, apesar de doces, o seu sabor não vai ao encontro das surpresas dos restantes sabores.
No final, 49,80€, por uma entrada com 8 coisas diferentes, 1 cesto de pão,1 água de 1L, 1 Arak (bebida  alcoólica libanesa), 1 prato principal e 3 sobremesas, nada mau ham?!
Um restaurante que compensa a falta de beleza estética do espaço com uma saber milenar e mestria culinária Libanesa, uma vista sobre a bela cidade de Lisboa e claro, uma simpatia irradiante e contagiante. Acessível e barato tendo em conta o que se come, é um lugar que não podem deixar de visitar, nós certamente que o continuaremos a fazer!

Site: http://www.fenicios-castilho.com.pt/index2.html

quarta-feira, 27 de março de 2013

Tortillas

Monstro das Bolachas

Tortillas
Como Monstro das Bolachas que sou, tudo o que tenha a semelhança de uma bolacha ou aparência me faz feliz! Uma excelente desculpa para sujar a cozinha toda de farinha para fazer a nova moda entre mim e a Manguinhas, Tortillas. Encontrei a receita base num livro de pastelaria que já mencionei na outra página, fiz-lhe algumas alterações e este foi o resultado! Com um bom recheio e uma mesa cheia de amigos, é como ir comer fora, sem gastar tanto, num ambiente mais familiar e claro a impingir a loiça a alguém, por isso se souberem como as fazer, têm desculpa para não lavarem nada, senão ninguém como Tortillas! 

  • 150gr de Farinha trigo/Integral
  • 2 colheres de sopa de Azeite
  • 100/150ml de água tépida
  • Sal/Pimenta
  • Oregãos secos q.b
  • Colorau q.b
  • Caril em Pó q.b
Juntem os secos, adicionem a água aos poucos e amassem até estar uma bola homogénea, cerca de 5/10 minutos. Podem fazê-las logo mas é preferivel deixar descansar dentro de um recepiente coberto com um pano para que a massa descanse e fique mais macia. Da bola façam pequenas bolas de golfe e estiquem com a ajuda de um rolo da massa até ter a espessura desejada, quanto mais fina mais crocante fica tornando dificil enrolar o recheio mais tarde. Ponham numa frigideira anti-aderente sem gordura e deixem aquecer, quando se formarem bolhas e estiver dourada em baixo, virem-na e deixem-na cozer desse lado. Retirar.
 
Depois de feitas, é colocar o recheio que quiserem, se for dificil enrolá-las aqueçam-nas no micro-ondas uns segundos que se resolve o problema!

Barato, fácil e muito melhor que as de compra! O que é bom exige trabalho a maioria das vezes, mas façam uma boa quantidade e guardem-nas durante uma semana ;)!

sábado, 2 de março de 2013

Regresso ao Trigo Latino- E um feliz aniversário para MIM!

Monstro das Bolachas

O grande restaurante, Trigo Latino.
Ainda estamos no principio do ano, mas já vivi um dos melhores momentos de 2013, um jantar surpresa oferecido pela Manguinhas num dos meus restaurantes preferidos que já aqui falámos, o Trigo Latino.  Um agradável jantar, que acabou por sair ainda melhor do que o esperado, com a excepção de a melhor sobremesa de 2012 já ter saido da carta, mas até isso se resolveu, vejam como...
 
Se leram a nossa 1ª visita, sabem que a Empada de Veado foi um dos meus pratos favoritos de 2012, e está no 2º lugar do meu "top" das empadas, logo atrás da Empada de Rabo de Bói que faço no restaurante onde trabalho :). Dito isto, o principal estava feito! O serviço de sala mantém-se inalterado, atencioso, simpático e profissional. Os preços e a qualidade também! Feliz, contente e radiante lá pedi a entrada.
 
Entrada, muito boa e bem executada mas um pouco cara.
 Torre de legumes grelhados com Tapenade de azeitona e Coulis de pimento vermelho, Queijo de Cabra gratinado com amêndoas torradas e Mel a 10€. Tinha pedido algo semelhante da 1ª vez. Em comparação, esta trazia menos e era 1€ mais cara, contudo a complexidade de sabor e técnica era maior, querendo isto dizer que estava bastante bom, um equilibrio entre o doce e o salgado bem conseguido, com diversas camadas de texturas e sabores. A Tapenade e o Coulis estavam particularmente bons, leves e muito bem executados!
 
O prato da Manguinhas.
Para a Manguinhas, Coxa de Pato Confit com redução de Frutos Vermelhos, batata Dauphinoise,  Noz caramelizada e salada de Rúcula a 14,50€. Uma boa escolha de uma Carta bastante apelativa. O Pato estava suculento separando-se em lascas generosas, de sabor forte mas sem se impôr ao resto. A redução de frutos estava deliciosa e no ponto certo, bem como a Dauphinoise! As Nozes caramelizadas estavam, brilhantes! O sabor alcançado era genial e a textura perfeita. A salada vinha dar o toque final a todo o conjunto com o seu sabor apimentado, que ligava bem com o vinagrete também ele excelente! 
 
O meu GRANDE prato principal!
Eu optei por algo que desejava desde que sai dali da 1ª vez! Embora tenha sofrido alterações, pedi á mesma pois o principal da empada mantinha-se, o tipo de carne! Empada de Veado e Cogumelos com Gin, Puré de Beterraba e Torta de Espinafre com Queijo Gratinado a 14,50€. Mais uma vez não desiludiu! Para além do sabor ser bom, esta era ainda maior! Uma torre colossal de sabor e texturas, suave e pastosa, a carne estava tenra e com um sabor excelente, juntamente com os cogumelos e pimentos, obtinha-se um sabor reconfortante e quente, ideal para dias de frio! De sabor intenso, o recheio ligava bem com a massa da empada, bem executada e saborosa, crocante mas leve e saciante ao mesmo tempo. O puré de Beterraba é espectacular e o acompanhamento perfeito, bem como a Torta de Espinafres, de sabor intenso e vibrante. No geral, uma combinação perfeita e um prato pelo qual vale a pena regressar, outa vez!
 
Cheesecake de Amora, 4,5€.
Para nossa tristeza não havia Crumble, optando pelo Cheesecake de Amora a 4,5€. A nossa tristeza manteve-se mas foi bastante minimizada devido á agradável surpresa! Ao contrário de tanto outros sítios que nos dão Pannacotta em cima de uma base de bolacha, este Cheesecake era de facto um Cheesecake! Tinha uma boa textura e um sabor abunilhado, uma base de bolacha viciante com um toque especial que não podemos revelar e uma redução de Amora caseira e muito bem feita, havendo ainda lugar para uma de Vinho do Porto! Com um empratamento apelativo e bem enquadrado no prato, é uma excelente forma de terminar a refeição!


No final e para minha alegria o Chef Telmo Mellert veio ter connosco, conversámos uma hora, vimos a cozinha, conhecemos o pessoal da casa e debatemos a sua e a minha cozinha, o estado da profissão e o amor que temos por esta vida atrás do fogão, do stress e das horas que nos fazem escravos, mas SEMPRE, felizes!
 

Qualidade e quantidade.
Uma pessoa, simpática, acessível e bastante calma. Um profissional a ter em conta, que me dá motivos para gabar e admirar, especialmente depois de ver o seu local e condições de trabalho, Grande mérito para si Chefe, e espero-o no restaurante onde trabalho, para provar aquilo que fazemos, e especialmente a Empada!
 
E claro um enorme obrigado á pessoa que fez esta surpresa, a incansável Manguinhas, que leva com as boas e más disposições que esta profissão cria, dia sim,dia sim, dia si-não. Que me ouve vezes sem conta a falar de sitios que eu quero conhecer e experimentar fazendo parecer que a minha conta bancária é feita de notas de Monopólio.
 
Um enorme obrigado, e que venham mais jantaradas destas, ou almoços,ou lanches, ou...