domingo, 25 de maio de 2014

Feira Gastronómica da Malásia- Londres

Monstro das Bolachas 
A bancada

Uma das melhores coisas acerca de Londres é a diversidade cultural e a relevância dada á mesma, seja por festivais, feiras ou convivios, o espaço para a multiculturalidade é garantido e por isso mesmo, á pouco tempo houve esta feira, com o objectivo de dar a conhecer e promover a Malásia.

Acho que ele não sabia que tinha que pôr DENTRO das frigideiras!

Eu claro está, tinha de ir visitar, ver e conhecer. E no  meio de tudo, que já conhecia algumas das coisas, encontrei estas deliciosas e fantásticas "panquecas". Feitas de uma massa leve e pouco doce, são recheadas com diversos ingredientes e combinações, desde côco a feijão preto passando por Nutella a manteiga de amendoim. O resultado, uma iguaria leve, demasiado fácil de se comer, e para quem se preocupa com a linha, pouco doce mas cheia de sabor! Uma agradável surpresa num dia (raro) de Sol!
E tudo a gula levou...


A minha escolha recaiu na de doce de feijão preto glutinoso e côco ralado, com creme do mesmo. Estava muito boa, ao ponto de antes de acabar esta, pensar em ir buscar outra... Acabei por comê-la mais devagar, para durar mais :D.

domingo, 11 de maio de 2014

Restaurante-"Costume Bistrô"

Monstro das Bolachas

Quase terminada a nossa temporada no Porto, acabamos em alta depois de EU dar conta deste restaurante, sim porque às vezes andar sempre à procura de menus e restaurantes nas ruas dá um bom resultado, às vezes...

Exterior
O Costume Bistrô é um restaurante algo escondido, mas que vale a pena procurar e entrar! Localizado no segundo andar de um prédio antigo, a sala de refeições é um espaço amplo, bem ornamentado e com uma imponência elegante, com paredes altas e arcadas a dar o mote à decoração e iluminação, bastante romântica devo dizer. A carta é bastante variada e apelativa havendo elementos mais exóticos como o foye gras, até aos tradicionais como a alheira, com os preços a não serem elevados, especialmente quando os pratos chegam e se apercebem do que vão pagar, é mais que justo. O serviço foi sempre atencioso e cuidado, tirando uma (literal) guerra entre a empregada e o pessoal de cozinha que se ouviu na sala inteira, não obstante,  foi bastante profissional e educado.
 
Sala
Eu, estando no Norte, escolhi o fondant de alheira, ovo e mesclum de salada 5.50€, o que, comparado ao folhado de queijo de cabra do Clérigos estava muitíssimo mais bem valorizado que o último a nível de quantidade, qualidade, inovação e preço. O fondant era então massa filó recheada com um aparelho de alheira muito bem apaladado, de sabor distinto mas equilibrado, de certo tradicional, como a Manguinhas pode confirmar! 

Fondant de Alheira
  A gema de ovo estava confitada e seguia-se assim a tradicional combinação da alheira e ovo, e que aqui resultava muito bem com as texturas todas a complementarem-se, sendo assim uma entrada equilibrada, de consistência cremosa. Toda esta suavidade e sabores vincados eram por isso bem rebatidos pela salada leve, fresca e bem temperada com um vinagrete bem saboroso.
Crumble de Pato

De principal pedimos ambos crumble de pato com arroz selvagem a 15.50€. Pouco tempo depois chegou o prato, e vimos então literalmente a torre que se apresentou à nossa frente. Era então perna de pato confitada, desfiada e prensada num molde redondo, coberta depois por curmble de broa de milho e ervas, servido com mesclum de salada, molho de laranja e arroz selvagem. O único problema aqui foi o facto de os pratos estarem quase frios, o meu chegou mesmo a ir para trás. Tirando isso, não podíamos ter escolhido melhor. Era divinal, o pato suave e cremoso, de sabor apurado, o crumble a dar uma textura crocante e um sabor fresco. O molho de laranja estava muito bem executado e uma escolha clássica para esta carne. O arroz selvagem estava solto, al dente e saboroso, bem como a salada que mais uma vez se revelava fresca e bem temperada. Quantidade mais do que suficiente, saboroso e perfeitamente executado, sem dúvida, a repetir, o que é difícil visto que os outros pratos também são bastante tentadores.

Strudel de Banana e Creme de Canela
Sobremesas, strudel de banana, creme de canela e gelado de café para mim (5.50€) e o que viria a ser uma das melhores sobremesas de sempre da Manguinhas e a melhor deste ano até agora, o  fondant de caramelo e gelado de framboesa (5.50€)! Se a refeição foi boa, só ficou melhor, o meu strudel estava delicioso, servido quente, o recheio trazia a banana, passas e frutos secos, com o creme de canela sedoso, e o gelado bem intenso em sabor, cortando o adocicado do resto do prato, estava assim presente a noção de texturas e temperaturas que chocam e que se complementam ao mesmo tempo, uma aposta ganha!
A Oitava Maravilha Gastronómica da Manguinhas.
Melhor só o fondant de caramelo que me fez repetir colheradas, algo que nunca acontece! Nunca! Era ver a Manguinhas feliz da sua vida ao descobrir que afinal caramelo e fondant era uma combinação quase tão boa ou melhor do que chocolate. O sabor era suave mas proeminente, sedoso como deve de ser, o seu gosto perdurava na boca e cada colherada demorava-se a saborear. Perfeitamente executado, firme por fora e líquido por dentro, esta foi eleita uma das melhores sobremesas do Porto, disse-nos a empregada, e de facto confirmou-se para nós, e foi mais além até, foi uma das melhores que já comemos este ano, uma surpresa que por si só vale a visita! Já a Manguinhas tem de ter uma restrição do tribunal para se manter afastada do espaço… Mas o melhor é só agora termos reparado que na ânsia, só UMA FOTO foi tirada ao dito, fica assim o mote para irem vocês mesmo tirar as vossas conclusões ;)

No final gastou-se 53.50€ com água e couvert, um preço mais que justo, pelo serviço, espaço e qualidade. O Bistro está no bom caminho para se tornar o Costume das pessoas do Porto, pois sem dúvida iremos regressar e aconselhar!


domingo, 20 de abril de 2014

Restaurante- "Arroz de Forno", Porto

Monstro das Bolachas
Interior

Continuando a nossa viagem pelo Porto, ficámos por este restaurante típico e acolhedor perto da estação de São Bento. Com 2 salas enormes, divididas por 2 andares, a decoração é natural e rústica, com paredes feitas de madeira antiga e pedras ainda mais antigas, aqui o tradicional é o orgulho que se mostra! O serviço é prestável e atento, com um conhecimento integral e especifico acerca dos pratos o que nos fez crer que tudo era feito no restaurante, sobremesas sendo o aspecto mais fulcral visto que por vezes são feitas fora e trazidas para os restaurantes.

A carta é regional e aposta nos sabores típicos do Norte, Cabrito, Bacalhau, Polvo, Amêijoas e pelo que nós provámos, feitos com mestria. Desde os ingredientes de qualidade até aos utensílios utilizados, é visível a dedicação de quem respeita e sabe o que fazer com a gastronomia local e seus sabores. Depois de vermos a carta pedimos Polvo á Lagareiro (14€) e Bacalhau á João do Porto (13€). Escolhas acertadas, o tempo de espera foi algo longo mas quando chegaram percebi porquê, penso eu... Os nossos pratos tinham sido feitos no forno em tachos de barro, que dão um sabor diferente aos cozinhados e que já agora, são bastante caros, mas valem cada centimo pois duram uma vida e não existe nada melhor onde cozinhar no forno, na minha opinião.

Polvo á Lagareiro 14€.
O Polvo vinha muito bem servido a nivel de quantidade, só o azeite se fazia notar devido á falta, mas fora isso, o sabor era brilhante! Fresco, apurado, bem temperado e tenro q.b, fazia-se acompanhar por umas batatas assadas que foram as melhores que já comemos em qualquer lado! E nós já comemos fora á algum tempo! Viciantes, com uma textura pastosa no interior e crocante no exterior, a pele tostada comia-se como se fosse um pequeno snack! Os produtos do Norte no seu melhor sem dúvida!
Bacalhau á João do Porto 13€.

O Bacalhau, estava igualmente bom, na minha opinião melhor, pois vinha servido no barro e a nadar em azeite como eu gosto, de sabor intenso e apurado pelas cebolas, porque os pimentos apesar de dizer na Carta que os trás, o facto de serem apenas 2 tiras e cruas acho um pouco inadmissível, um aspecto negativo a meu ver, e o facto de a posta ser bastante pequena também não ajudou, até a Manguinhas reparou antes de mim, o que diz bastante! Não obstante, o sabor era excelente, o bacalhau no ponto, as batatas extremamente boas como antes descrevi e a cebolada com  o azeite eram o toque final perfeito para o conjunto que graças ao barro tinha um sabor mais robusto! Escolhas acertadas, e pelo que vimos dos outros clientes, as restantes ofertas não parecem ficar atrás.
Tarte de Lima 3,50€.

Para sobremesa pedimos a opinião de uma empregada que nos disse que tudo era feito ali, algo que acredito pela descrição que fazia delas e pelo carinho que demonstrava ao fazê-lo. Das várias ofertas tentadoras, a escolha recaiu na Tarte de Lima (3.50€!!!) para os 2! O preço fez-nos sorrir ainda mais quando chegou á mesa a nossa escolha! Seria impensável comer algo tão bom, tão grande e por ventura caseiro, em LX a este preço! Mas o que nos  fez felizes foi o facto de o preço baixo não revelar uma qualidade semelhante, de facto era o inverso, a tarte era estupenda! A base era de uma textura bastante consistente, nada doce e quebradiça, feita de algo integral devido á cor, mas o recheio, esse sim, era brilhante! Um creme espesso com sabor a lima, que se demorava na boca, o tempo ideal para absorver toda a mestria e sabor aqui presentes. De uma acidez que estava perfeitamente balançada com a doçura, tinha ainda espaço para um caramelo caseiro no limite de se tornar amargo, bem como eu gosto, levado ao ponto! A repetir, vezes sem conta!

No final a conta ficou-se por uns modestos 35,20€ com uma água de meio litro, um preço mais do que justo para a qualidade que nos foi presenteada. Um restaurante a visitar e que sem dúvida respeitou o bom nome que se dá á cozinha feita do, e no Norte.

sábado, 12 de abril de 2014

A melhor tarte do mundo!

Manguinhas

Pois que agora o Monstro anda lá para Londres, ofícios da profissão, e quando ele vem cá de férias é uma desgraça, desta vez não foi excepção. Foram jantares, almoços, doces e doces e... doces, de maneira que agora me encontro quietinha no meu cantinho a recuperar a linha, que felizmente nunca perco ;)
Bem, ele diz que tem bolacha, aroma de coco, caramelo salgado e chocolatinho Jubileu (claro está que é o meu preferido), mas para mim é simplesmente a melhor tarte de aniversário do mundo;)


segunda-feira, 7 de abril de 2014

Restaurante - "Clérigos", Porto

Monstro das Bolachas

De visita ao Porto, o facto de não se ter casa onde comer, dava o mote perfeito para ir conhecer a gastronomia excepcional do Norte do país, o berço da nossa nação e digam o que disserem, do nosso BOM comer!



Interior do restaurante
Este espaço fica como o nome indica, muito próximo da Torre dos Clérigos. É enorme, composto por um restaurante mais formal, um bar de sushi, brasserie, tapas e ainda com lugar para pizzas e uma cafetaria, tudo dividido mas dentro do mesmo edifício e com cartas separadas e todas elas bastante apelativas!

Estaladiço de chévre, doce de tomate e gengibre 8€.
O restaurante mais formal, é bonito e acolhedor, o serviço irrepreensível e atento e com uma carta variada e apelativa, é um espaço a ter em atenção. Saliento o couvert composto por um pão delicioso e um aioli de alho viciante! A minha entrada recaí sobre um preferido estaladiço de chévre com compota de tomate e gengibre 8€! Bom e saboroso, embora nada de especial ou novo, faltando equilíbrio no doce, enquadra-se na aposta segura que este prato costuma ser, mas obviamente demasiado caro em relação à quantidade.

Lombo de bacalhau,migas e camarão crocante 14€.

Para principal, lombo de bacalhau com miga de grão, camarão crocante, padrón e puré de alho (14€) para mim e caril de gambas com okra, paparis crocante, basmati e chutney de ananás (13€) para a menina. O lombo de bacalhau estava suave e saboroso e o prato no seu todo resultava em termos de sabor, o único senão era a falta de sal em todo ele que impedia os sabores de brilharem, tal como o fizeram assim que levaram com o belo do sal. O puré de alho era pungente e uma excelente adição ao conjunto.

Caril de gambas e chutney de ananás 13€
O caril foi a estrela da refeição, um equilíbrio excelente, cremoso e com as especiarias bem controladas.Camarão de qualidade, fresco e cozinhado na perfeição, bem como o okra um vegetal indiano de consistência algo pastosa. Quantidade mais do que suficiente EXCEPTO no chutney de ananás que este sim, foi o ponto essencial da noite, com pequenos fios de açafrão a complexidade de sabores. Era brilhante e um complemento perfeito ao prato! E mais viesse! Basmati solto como se quer e paparis crocante e saboroso davam os remates finais ao todo!

As sobremesas foram uma decepção, especialmente depois dos pratos saborosos. A escolha recaiu na tarte de maçã caramelizada e gelado de baunilha a 4€ e num crumble de maçã a 4€ também. No 1º caso, a maçã caramelizada estava desprovida de qualquer sabor, caramelo nem vê-lo e a maçã mal se sentia, servido frio na nossa opinião jogava ainda mais contra, ainda para mais com o gelado, não parecia fazer grande sentido. Pelo contrário a base crocante estava boa mas não diminuiu a desilusão.
O crumble, para pena minha, estava banal, sendo que a fruta não tinha qualquer tipo de sabor diferente ou digno de destaque, e o crumble nem estava doce, nem sabia a manteiga, nada de nada...Uma grande pena...

Com um total de 47€ com água e couvert, uma experiência agradável, num espaço acolhedor e cheio de potencial, com bastante oferta e simpatia. Ainda com algumas coisas para aprimorar, vale a pena visitar e experimentar as opções apelativas deste espaço multi-facetado. 

quinta-feira, 13 de março de 2014

Peixe em Lisboa 2014

Manguinhas

Está quase quase aí a espreitar a edição deste ano do Peixe em Lisboa.

(E a banda sonora do vídeo promocional não podia ser melhor ;) 
Desculpa Monstro, mas não resisti, tinha de fazer tal  observação!!)


Mais informações em:

http://www.peixemlisboa.com

https://www.facebook.com/pages/Peixe-em-Lisboa-Lisbon-fish-flavours/161036027267784?fref=ts

H3

Manguinhas

H3, o nome é pequenino pequenino mas associado a coisinhas boas boas. Outrora o nosso discurso volta e meia era este:
Monstro: Onde te apetece ir comer?
Manguinhas: Podíamos ir experimentar o H3...
Monstro: Oh não me apetece muito hambúrgueres...

(Num outro dia qualquer)

Monstro: Podemos ir ao H3 comer se tu quiseres...
Manguinhas: Oh não me apetece...
E pronto o discurso era sempre este e nunca chegámos a ir lá de facto. Até que um dia, eu e umas amigas, decidimos ir lá e gostei bastante. Para mim é, no âmbito do fast-food, aquele que apresenta melhor relação qualidade-preço. Na altura escolhi o h3 benedict, composto por espinafres frescos, molho holandês e ovo escalfado, e adorei. A carne do hambúrguer é óptima e o prato pode ser acompanhado por batata e/ou arroz thai.     

A última vez que lá fui experimentei o h3 mediterrâneo, com rúcula, tomate seco, lascas de parmesão curado, azeite e limão e também foi uma boa escolha, contudo, achei que poderia vir com mais queijo e, sinceramente, não me recordo com certeza, mas penso que não tinha o tomate seco... 
O prato e uma bebida à descrição fica por menos de 10€, um valor equilibrado...

Mais informações: 

http://www.h3.com/pt.html
https://www.facebook.com/h3hamburguergourmet