Monstro das Bolachas
Que maneira melhor de voltar ao activo depois de 4 meses do que com coisas doces? E logo no Dia dos Namorados?! Com uma das mais originais e acolhedoras lojas de cupcakes, a Tease! Mudou-se para o Princepe Real, depois de ter estado no Bairro Alto.
O novo espaço é acolhedor e bem decorado com pequenas mesas, sofás, quadros e sinais originais! O pessoal da loja também é extremamente simpático e afável, o que só por si, nos convida a voltar! A variedade é mais do que muita e de certo toda saborosa, com combinações que muitos outros sítios não oferecem, é um dos pontos fortes da Tease, a variedade. Desde Canela e Laranja, After Eight, Frutos Vermelhos, Cheesecake de Morango, há também bolos, brownies e menus combinados, com Quiches ou Empadas e todos a preços acessíveis.
Os cupcakes custam 2,50€, mais baratos do que em muitos outros sitios, mas mais importante, é a qualidade e o sabor dos mesmo, que vale a pena referir, são fabricados na loja! A Tease pode ter saido do Bairro Alto, mas o Princepe Real ganhou uma Princesa á sua altura, a Tease! A ver se nao lhe dá diabetes com tanta escolha e toda tão boa! Parabéns Tease e boa sorte, pois do que Portugal precisa é de bons projectos como este!
Facebook:https://www.facebook.com/teasebakery?fref=ts
sábado, 14 de fevereiro de 2015
sábado, 4 de outubro de 2014
Mercado da Ribeira
Monstro das Bolachas
Primeiro sinal de alarme, quando perguntam se o Crumble é quente, e vos respondem que não, o melhor é estar quieto, e quando nos dizem que se for ao forno não fica crocante, o melhor é rir á maluca e pormo-nos a andar tal pessoa louca. Mas não, a falta de açúcar no nosso sangue era tanta ou tão pouca que lá experimentamos a sobremesa! O Crumble no valor de 4,5€ era então feita com Morangos maçerados em açúcar e hortelã, o dito "crumble" é uma espécie de crumble desfeito misturado com amêndoa laminada e no topo com o gelado de iogurte grego. Portanto, algo banal, que não sabia nem parecia um crumble de qualquer espécie, parecia sim, uns morangos em calda com uns cereais postos em cima, coisa que todos conseguem fazer, com um punhado de morangos, hortelã e granola! O sabor, nada de especial, sem surpresas, sem subtilezas ou técnicas para justificar a sua compra.
Depois de um jantar na Pizzaria Casanova que deixou imenso a desejar, devido ao preço ter subido bastante, a qualidade ser um pouco inferior e o atendimento inconstante, para dizer o mínimo, lá fomos até ao Mercado da Ribeira para afogar a mágoa que a falta de açúcar no sangue pode trazer. Com a fúria da sobremesa em pleno curso lá acabámos no Henrique Sá Pessoa, quando o Crumble de Morangos e Amêndoa com gelado de Iogurte grego nos despertou a atenção, tendo em conta que o fanatismo pelos Crumble é algo comum aos 2, lá pedimos.
Uma pena, visto que é uma sobremesa tão fácil de agradar ás pessoas e que inclusive está na carta do Cais da Pedra, o seu restaurante em St. Apolónia. Quanto a nós, com este , não saímos satisfeitos.
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros
Monstro das Bolachas
Com a duração aproximada de 45 minutos, somos levados por 3 eras distintas, desde a época Fenícia até aos dias de hoje,a informação é dada de maneira clara e as infraestruturas que vemos são espectaculares. Desde as fogueiras primitivas até aos poços pombalinos, a história da cidade de Olísipo, antigo nome de Lisboa é aqui parcialmente desvendada bem como a estrutura geográfica de Lisboa á centenas de anos atrás.
Depois de tanto tempo sem aparecer por aqui, fazer um post acerca de umas ruínas dá a impressão que andámos a viver nas mesmas este tempo todo, algo que de certeza não importaria a Manguinhas visto que ela abomina o calor, e é de Trás-os-Montes, enfim...
Este Núcleo tem a sua entrada situada na Rua Augusta, nas galerias Millenium BCP, pois o banco é o curador das ruínas. A entrada é gratuita mas convém reservar, pois para as visitas está quase sempre cheio e o facto de haver em diversas linguas é também um motivo maior para se reservar para a língua pretendida.
Com a duração aproximada de 45 minutos, somos levados por 3 eras distintas, desde a época Fenícia até aos dias de hoje,a informação é dada de maneira clara e as infraestruturas que vemos são espectaculares. Desde as fogueiras primitivas até aos poços pombalinos, a história da cidade de Olísipo, antigo nome de Lisboa é aqui parcialmente desvendada bem como a estrutura geográfica de Lisboa á centenas de anos atrás.
Um Mundo imenso para descobrir e explorar, tenham em conta que o espaço é bastante fechado e húmido pelo que pessoas que se sintam desconfortáveis em espaços apertados ou não gostem da ideia de andar debaixo do chão em ambientes húmidos, é melhor evitarem, fora isso, façam-se á aventura, não há nada mais bonito que contar á familia que andaram a ver esqueletos e tanques de garum. Têm de lá ir para saber o que é este último, digamos que não é o melhor perfume que se teria na altura...
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Restaurante- "Pizzaria Dell'Anima"
Monstro das Bolachas
Num mercado cada vez mais homogéneo, eis que surge mais uma pizzaria, desta vez na Av.Duque de Ávila. Com um espaço agradável, que inclui um jardim interior extremamente bonito e convidativo para o Verão, uma cozinha aberta ao cliente e uma sala em tons quentes e bem composta, são em si só convites, olhando para o vasto menu, que vai das massas, risotto, pizzas, bruschettas e afins italianos, estão criadas as condições para entrarmos, e assim fizemos. O couvert é bem composto, manteigas aromatizadas, tapenades, focaccia, grissinis e mais algumas coisas, têm ainda num papel de mesa onde estão os pratos, uma breve história bastante engraçada de certas regiões de Itália, um pormenor bonito e um ideia muito boa!
A minha outra metade, não me lembro ao certo, mas sei que era suposto trazer um tipo de queijo que não trazia, e o alho francês-suado era quase inexistente e o que havia estava já a mandar para o queimado, uma pena. A massa das pizzas, essa sim deixou muito a desejar, assemelhando-se a pão normal, era pesada e emborrachada, especialmente depois de arrefecer, algo que não abona a favor é o facto de as bordas não serem usadas, ou seja, acabam com um bocado enorme de pão no fim de cada fatia. No geral, o sabor das pizzas não era mau, mas deixava a desejar, pois as combinações no menu parecem aliciantes e têm tudo para resultar, mas execução ainda não chegou lá. Em comparação com um Casanova (excelentes ingredientes e espaço mas pouca oferta), o Lucca (excelente oferta na variadade e na qualidade) ou o outro acima referido, está ainda muitíssimo longe destes em todos os aspectos relacionados com o sabor e a arte da massa. Sendo que ficámos a sentirmo-nos algo áquem do desejado, não pedimos sobremesas com receio que a nossa já fundada apreensão se confirma-se.
Num mercado cada vez mais homogéneo, eis que surge mais uma pizzaria, desta vez na Av.Duque de Ávila. Com um espaço agradável, que inclui um jardim interior extremamente bonito e convidativo para o Verão, uma cozinha aberta ao cliente e uma sala em tons quentes e bem composta, são em si só convites, olhando para o vasto menu, que vai das massas, risotto, pizzas, bruschettas e afins italianos, estão criadas as condições para entrarmos, e assim fizemos. O couvert é bem composto, manteigas aromatizadas, tapenades, focaccia, grissinis e mais algumas coisas, têm ainda num papel de mesa onde estão os pratos, uma breve história bastante engraçada de certas regiões de Itália, um pormenor bonito e um ideia muito boa!
O pessoal de sala é extremamente simpático e atencioso, sempre dispostos a responder a questões e com uma postura amigável. O menu como já referi é mesmo bastante vasto tanto nas entradas como nos pratos principais, até nas sobremesas, e com algumas ofertas pouco usuais, como uma Tagliatelle de Beterraba, as opções, especialmente para os mais curiosos, não faltam, nós porém, já sabíamos que íamos para comer pizzas e assim foi. Como é costume, podemos pedir metades diferentes e assim fizemos. Como não estava planeado, não levámos máquina para tirar fotografias pelo que tento descrever o melhor que me lembro: Ambos pedimos uma das metades com espargos verdes, courgette, ovo, tomate, mozzarella e salame, algo que substitui na minha por alho-francês suado. A outra metade da pizza da Manguinhas trazia carne de cavalo desfiada com ziesta de limão, tomate fresco e mozzarella, e esta foi a estrela da refeição pois a carne era muito saborosa e o cítrico do limão dava-lhe um sabor distinto e cortava o sabor intenso da carne seca, muito bem conseguido e bem melhor do que uma que provei na La Finestra.
A minha outra metade, não me lembro ao certo, mas sei que era suposto trazer um tipo de queijo que não trazia, e o alho francês-suado era quase inexistente e o que havia estava já a mandar para o queimado, uma pena. A massa das pizzas, essa sim deixou muito a desejar, assemelhando-se a pão normal, era pesada e emborrachada, especialmente depois de arrefecer, algo que não abona a favor é o facto de as bordas não serem usadas, ou seja, acabam com um bocado enorme de pão no fim de cada fatia. No geral, o sabor das pizzas não era mau, mas deixava a desejar, pois as combinações no menu parecem aliciantes e têm tudo para resultar, mas execução ainda não chegou lá. Em comparação com um Casanova (excelentes ingredientes e espaço mas pouca oferta), o Lucca (excelente oferta na variadade e na qualidade) ou o outro acima referido, está ainda muitíssimo longe destes em todos os aspectos relacionados com o sabor e a arte da massa. Sendo que ficámos a sentirmo-nos algo áquem do desejado, não pedimos sobremesas com receio que a nossa já fundada apreensão se confirma-se.
Os preços são bastante acessíveis, entre os 9 e os 13 euros, as sobremesas rondam os 4 euros e são bastante diversificadas. No geral, se calhar por já conhecer-mos excelentes pizzarias achámos que falta ainda um caminho a percorrer no que respeita ás pizzas do Dell' Anima, sendo isso a única coisa que conseguimos encontrar de negativo, e talvez a mais importante pois é isso que se paga, visto que o espaço é muito bom e o pessoal também, esperamos que consigam encontrar o pouco que lhes falta para fazer deste espaço algo que realmente nos 'Anima!
domingo, 25 de maio de 2014
Feira Gastronómica da Malásia- Londres
Monstro das Bolachas
Eu claro está, tinha de ir visitar, ver e conhecer. E no meio de tudo, que já conhecia algumas das coisas, encontrei estas deliciosas e fantásticas "panquecas". Feitas de uma massa leve e pouco doce, são recheadas com diversos ingredientes e combinações, desde côco a feijão preto passando por Nutella a manteiga de amendoim. O resultado, uma iguaria leve, demasiado fácil de se comer, e para quem se preocupa com a linha, pouco doce mas cheia de sabor! Uma agradável surpresa num dia (raro) de Sol!
| A bancada |
Uma das melhores coisas acerca de Londres é a diversidade cultural e a relevância dada á mesma, seja por festivais, feiras ou convivios, o espaço para a multiculturalidade é garantido e por isso mesmo, á pouco tempo houve esta feira, com o objectivo de dar a conhecer e promover a Malásia.
| Acho que ele não sabia que tinha que pôr DENTRO das frigideiras! |
Eu claro está, tinha de ir visitar, ver e conhecer. E no meio de tudo, que já conhecia algumas das coisas, encontrei estas deliciosas e fantásticas "panquecas". Feitas de uma massa leve e pouco doce, são recheadas com diversos ingredientes e combinações, desde côco a feijão preto passando por Nutella a manteiga de amendoim. O resultado, uma iguaria leve, demasiado fácil de se comer, e para quem se preocupa com a linha, pouco doce mas cheia de sabor! Uma agradável surpresa num dia (raro) de Sol!
| E tudo a gula levou... |
A minha escolha recaiu na de doce de feijão preto glutinoso e côco ralado, com creme do mesmo. Estava muito boa, ao ponto de antes de acabar esta, pensar em ir buscar outra... Acabei por comê-la mais devagar, para durar mais :D.
domingo, 11 de maio de 2014
Restaurante-"Costume Bistrô"
Monstro das Bolachas
Quase terminada a nossa temporada no Porto, acabamos em
alta depois de EU dar conta deste restaurante, sim porque às vezes andar
sempre à procura de menus e restaurantes nas ruas dá um bom resultado, às
vezes...
| Exterior |
O Costume Bistrô é um restaurante algo escondido, mas que
vale a pena procurar e entrar! Localizado no segundo andar de um prédio antigo, a sala de refeições é um espaço amplo, bem ornamentado e com uma imponência
elegante, com paredes altas e arcadas a dar o mote à decoração e iluminação,
bastante romântica devo dizer. A carta é bastante variada e apelativa havendo
elementos mais exóticos como o foye gras, até aos tradicionais como a alheira,
com os preços a não serem elevados, especialmente quando os pratos chegam e se apercebem
do que vão pagar, é mais que justo. O serviço foi sempre atencioso e cuidado,
tirando uma (literal) guerra entre a empregada e o pessoal de cozinha que se
ouviu na sala inteira, não obstante, foi
bastante profissional e educado.
Eu, estando no Norte, escolhi o fondant de alheira, ovo e mesclum de salada 5.50€, o que, comparado
ao folhado de queijo de cabra do Clérigos
estava muitíssimo mais bem valorizado que o último a nível de
quantidade, qualidade, inovação e preço. O fondant
era então massa filó recheada com
um aparelho de alheira muito bem
apaladado, de sabor distinto mas equilibrado, de certo tradicional, como a Manguinhas
pode confirmar!
| Fondant de Alheira |
A gema de ovo
estava confitada e seguia-se assim a
tradicional combinação da alheira e ovo, e que aqui resultava muito bem com as
texturas todas a complementarem-se, sendo assim uma entrada equilibrada, de
consistência cremosa. Toda esta suavidade e sabores vincados eram por isso bem
rebatidos pela salada leve, fresca e bem temperada com um vinagrete bem saboroso.
| Crumble de Pato |
De principal pedimos ambos crumble de pato com arroz selvagem a 15.50€. Pouco tempo depois
chegou o prato, e vimos então literalmente a torre que se apresentou à nossa frente. Era então perna de pato
confitada, desfiada e prensada num molde redondo, coberta depois por curmble
de broa de milho e ervas, servido com mesclum
de salada, molho de laranja e arroz selvagem. O único problema aqui foi o facto de os
pratos estarem quase frios, o meu chegou mesmo a ir para trás. Tirando isso, não
podíamos ter escolhido melhor. Era divinal, o pato suave e cremoso, de sabor
apurado, o crumble a dar uma textura crocante e um sabor fresco. O molho de laranja estava muito bem
executado e uma escolha clássica para esta carne. O arroz selvagem estava solto, al dente e saboroso, bem como a salada
que mais uma vez se revelava fresca e bem temperada. Quantidade mais do que
suficiente, saboroso e perfeitamente executado, sem dúvida, a repetir, o que é
difícil visto que os outros pratos também são bastante tentadores.
| Strudel de Banana e Creme de Canela |
Sobremesas, strudel de banana, creme de canela e gelado de café para mim (5.50€) e o que viria a ser uma das melhores sobremesas de sempre da Manguinhas e a melhor deste ano até
agora, o fondant de caramelo e gelado de framboesa (5.50€)! Se a refeição foi
boa, só ficou melhor, o meu strudel estava
delicioso, servido quente, o recheio trazia a banana, passas e frutos secos, com o creme de canela sedoso, e o gelado bem intenso em sabor,
cortando o adocicado do resto do prato, estava assim presente a noção de
texturas e temperaturas que chocam e que se complementam ao mesmo tempo, uma
aposta ganha!
![]() |
| A Oitava Maravilha Gastronómica da Manguinhas. |
Melhor só o fondant de caramelo que me fez repetir colheradas, algo que nunca acontece! Nunca! Era
ver a Manguinhas feliz da sua vida ao descobrir que afinal caramelo e fondant era uma combinação quase tão boa ou melhor do que chocolate. O
sabor era suave mas proeminente, sedoso como deve de ser, o seu gosto perdurava
na boca e cada colherada demorava-se a saborear. Perfeitamente executado, firme
por fora e líquido por dentro, esta foi eleita uma das melhores sobremesas do
Porto, disse-nos a empregada, e de facto confirmou-se para nós, e foi mais além
até, foi uma das melhores que já comemos este ano, uma surpresa que por si só
vale a visita! Já a Manguinhas tem de ter uma restrição do tribunal para se manter
afastada do espaço… Mas o melhor é só agora termos reparado que na ânsia, só UMA FOTO foi tirada ao dito, fica assim o mote para irem vocês mesmo tirar as
vossas conclusões ;)
No final gastou-se 53.50€ com água e couvert, um preço mais
que justo, pelo serviço, espaço e qualidade. O Bistro está no bom caminho para
se tornar o Costume das pessoas do Porto, pois sem dúvida iremos regressar e
aconselhar!
domingo, 20 de abril de 2014
Restaurante- "Arroz de Forno", Porto
Monstro das Bolachas
Continuando a nossa viagem pelo Porto, ficámos por este restaurante típico e acolhedor perto da estação de São Bento. Com 2 salas enormes, divididas por 2 andares, a decoração é natural e rústica, com paredes feitas de madeira antiga e pedras ainda mais antigas, aqui o tradicional é o orgulho que se mostra! O serviço é prestável e atento, com um conhecimento integral e especifico acerca dos pratos o que nos fez crer que tudo era feito no restaurante, sobremesas sendo o aspecto mais fulcral visto que por vezes são feitas fora e trazidas para os restaurantes.
O Bacalhau, estava igualmente bom, na minha opinião melhor, pois vinha servido no barro e a nadar em azeite como eu gosto, de sabor intenso e apurado pelas cebolas, porque os pimentos apesar de dizer na Carta que os trás, o facto de serem apenas 2 tiras e cruas acho um pouco inadmissível, um aspecto negativo a meu ver, e o facto de a posta ser bastante pequena também não ajudou, até a Manguinhas reparou antes de mim, o que diz bastante! Não obstante, o sabor era excelente, o bacalhau no ponto, as batatas extremamente boas como antes descrevi e a cebolada com o azeite eram o toque final perfeito para o conjunto que graças ao barro tinha um sabor mais robusto! Escolhas acertadas, e pelo que vimos dos outros clientes, as restantes ofertas não parecem ficar atrás.
| Interior |
Continuando a nossa viagem pelo Porto, ficámos por este restaurante típico e acolhedor perto da estação de São Bento. Com 2 salas enormes, divididas por 2 andares, a decoração é natural e rústica, com paredes feitas de madeira antiga e pedras ainda mais antigas, aqui o tradicional é o orgulho que se mostra! O serviço é prestável e atento, com um conhecimento integral e especifico acerca dos pratos o que nos fez crer que tudo era feito no restaurante, sobremesas sendo o aspecto mais fulcral visto que por vezes são feitas fora e trazidas para os restaurantes.
A carta é regional e aposta nos sabores típicos do Norte, Cabrito, Bacalhau, Polvo, Amêijoas e pelo que nós provámos, feitos com mestria. Desde os ingredientes de qualidade até aos utensílios utilizados, é visível a dedicação de quem respeita e sabe o que fazer com a gastronomia local e seus sabores. Depois de vermos a carta pedimos Polvo á Lagareiro (14€) e Bacalhau á João do Porto (13€). Escolhas acertadas, o tempo de espera foi algo longo mas quando chegaram percebi porquê, penso eu... Os nossos pratos tinham sido feitos no forno em tachos de barro, que dão um sabor diferente aos cozinhados e que já agora, são bastante caros, mas valem cada centimo pois duram uma vida e não existe nada melhor onde cozinhar no forno, na minha opinião.
| Polvo á Lagareiro 14€. |
O Polvo vinha muito bem servido a nivel de quantidade, só o azeite se fazia notar devido á falta, mas fora isso, o sabor era brilhante! Fresco, apurado, bem temperado e tenro q.b, fazia-se acompanhar por umas batatas assadas que foram as melhores que já comemos em qualquer lado! E nós já comemos fora á algum tempo! Viciantes, com uma textura pastosa no interior e crocante no exterior, a pele tostada comia-se como se fosse um pequeno snack! Os produtos do Norte no seu melhor sem dúvida!
| Bacalhau á João do Porto 13€. |
| Tarte de Lima 3,50€. |
Para sobremesa pedimos a opinião de uma empregada que nos disse que tudo era feito ali, algo que acredito pela descrição que fazia delas e pelo carinho que demonstrava ao fazê-lo. Das várias ofertas tentadoras, a escolha recaiu na Tarte de Lima (3.50€!!!) para os 2! O preço fez-nos sorrir ainda mais quando chegou á mesa a nossa escolha! Seria impensável comer algo tão bom, tão grande e por ventura caseiro, em LX a este preço! Mas o que nos fez felizes foi o facto de o preço baixo não revelar uma qualidade semelhante, de facto era o inverso, a tarte era estupenda! A base era de uma textura bastante consistente, nada doce e quebradiça, feita de algo integral devido á cor, mas o recheio, esse sim, era brilhante! Um creme espesso com sabor a lima, que se demorava na boca, o tempo ideal para absorver toda a mestria e sabor aqui presentes. De uma acidez que estava perfeitamente balançada com a doçura, tinha ainda espaço para um caramelo caseiro no limite de se tornar amargo, bem como eu gosto, levado ao ponto! A repetir, vezes sem conta!
No final a conta ficou-se por uns modestos 35,20€ com uma água de meio litro, um preço mais do que justo para a qualidade que nos foi presenteada. Um restaurante a visitar e que sem dúvida respeitou o bom nome que se dá á cozinha feita do, e no Norte.
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